Muita gente se surpreende quando eu falo que tomo cerveja. Confesso que já tomei mais na juventude do que agora mas existem horas que uma cerveja gelada é a melhor coisa para aquele momento.

Embora hoje em dia, a cerveja seja considerada uma bebida masculina, existem evidências de que a relação das mulheres com a cerveja é muito mais antiga do que se pensa.

Na Babilônia e na Suméria, por volta de 4000 a.C., as mulheres cervejeiras eram conhecidas como Sabtiem e eram consideradas pessoas especiais, quase deusas. Entre os vikings, por exemplo, existia uma lei que somente as mulheres podiam produzir a bebida.

Existem várias ilustrações egípcias que mostram a ligação das mulheres com a cerveja.

Por muitos anos, a produção da cerveja era de responsabilidade das mulheres, pois era considerada uma atividade caseira, assim como cozinhar. Era comum que o pão e a cerveja fossem preparados simultaneamente, por possuírem praticamente os mesmos ingredientes. Na Europa e América, as mulheres produziam cervejas especiais para acompanhar os alimentos e também para vender, complementando assim a renda familiar.

Muitas das mulheres acusadas de bruxarias e mortas em milhares nas fogueiras da perseguição eram, na verdade, as melhores fabricantes de cerveja da Idade Média. A vassoura era pendurada na porta das casas, para indicar que ali se vendia cerveja.

E foi a Inglaterra um dos mais importantes lugares para a popularização total da bebida,  através do hábito de tomar cerveja em todas as refeições – inclusive no café – praticado pela rainha Elizabeth I, uma amante inveterada da bebida. “Uma refeição perfeita é feita com pão, queijo e cerveja”, costumava dizer a soberana.

Quando começou a Revolução Industrial, as novas tecnologias e métodos de fabricação diminuíram de modo geral a necessidade da participação feminina na feitura da cerveja. A fabricação em larga escala passou a ser possível, em uma época em que o trabalho fora de casa era quase que exclusivamente masculino. Como se não bastasse, mulheres não podiam ser donas de propriedades nem pedir empréstimo em bancos – o que as impedia de, por exemplo, abrir sua própria fábrica de cerveja. No final do século XVIII, não só a feitura havia se tornado um trabalho totalmente masculino, como os bares e o próprio imaginário ao redor da cerveja.

A produção da cerveja em larga escala se tornou um negócio rentável e foi assumido pelos homens. Isso aconteceu por dois motivos: acreditava-se que a habilidade comercial era uma característica masculina e que as mulheres não tinham capacidade para se adaptar às novas tecnologias para a produção da cerveja.

Como eu disse no começo do texto, não costumo tomar muita cerveja mas quando eu tomo é uma delícia.

Tenho algumas preferidas hoje em dia, entre elas a tradicional Heineken, toda a linha da Cervejaria Baden em especial a Golden, quando está frio amo a irlandesa Guiness e gosto bastante também da cerveja nacional Original.

Seja frio ou calor, a cerveja, para mim, precisa estar muito gelada, estupidamente gelada como dizem por aí.
Lembro de um episódio quando estava em Londres que pedi uma cerveja em um bar e o barman pegou diretamente do engradado e estranhou quando eu pedi gelada.

Cheers !!!!

Fontes:

http://www.hypeness.com.br
http://www.opabier.com.br