Com a reabertura desses estabelecimentos em países que já passaram do pico da covid 19, podemos tentar imaginar o que deverá acontecer aqui no Brasil.
 
Antes da reabertura vários restaurantes focaram no delivery para não perderem totalmente a receita e além disso a venda de vouchers incrementou a renda que foi sensivelmente reduzida nesses últimos meses.

Para reforçar o apoio a um dos setores mais afetados pelas medidas de isolamento para conter a covid-19, a Credicard lançou o Menu da Boa Causa – ação que vai beneficiar, inicialmente, mais de 40 restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro.

Assim como o movimento Apoie um Restaurante, no qual a iniciativa se inspira, a ideia é ajudar a arrecadar capital para abastecer o fluxo de caixa desses estabelecimentos mediante a venda antecipada de vales para o cliente final. A venda dos vouchers vai até 17 de maio de 2020, para uso até o fim deste ano. www.apoieumrestaurente.com.br

E ao redor do mundo vários países já estão retomando as atividades. Podemos ver vários tipos de ações que descrevo abaixo.

O governo da Austrália anunciou no dia 8/5 que permitirá a reabertura de pequenos cafés e restaurantes na primeira das três etapas estabelecidas no plano de retomada econômica, bloqueado pela pandemia do novo coronavírus.

Como novas infecções diárias diminuíram drasticamente, com 22 novos casos registrados ontem, o governo pretende dar um passo para retomar a normalidade.

Além da Austrália vários países europeus também retomam aos poucos uma atividade que gera tanto emprego e traz tanta diversão e felicidade aos usuários.

Na Espanha, por exemplo, tomar um gim-tônica contemplando a vista de Madri no luxuoso terraço Ginkgo é um prazer que continuará sendo possível no próximo verão espanhol dentro da “nova normalidade” imposta pela covid-19.

 

Cada visitante terá sua própria bolha de higiene: deverá se proteger com máscaras e luvas e ficará separado por biombos dos demais clientes.

Quando algum visitante quiser se aproximar do parapeito para ver o entardecer, deverá pedir permissão a um dos funcionários e seguir uma rota segura, delimitada no chão deste terraço no 12º andar do hotel cinco-estrelas VP Plaza de España Design.

Os planos da rede hoteleira madrilenha VP são um exemplo da reinvenção que a indústria turística da Espanha prepara à espera de seu verão mais lúgubre. A VP Hoteles acredita que a chave para captar os poucos turistas que virão a Madri será vender-se como um espaço extremamente limpo.

“Queremos que seja o hotel mais seguro de toda a Espanha”, diz o diretor-geral da rede VP, Javier Pérez Jiménez. Ainda não se conhecem as regras que os hotéis e restaurantes terão que acatar quando puderem reabrir, nem tampouco a data, mas Pérez Jiménez acha que o mínimo legal será insuficiente para seu hotel de superluxo.

Também a Associação Empresarial Hoteleira de Madri está elaborando um protocolo para conceder um certificado de “Hotéis Livres da Covid”. Para o VP Plaza de España, as medidas extremas são uma necessidade porque seus hóspedes costumam ser o público mais vulnerável ao coronavírus, já que sua média etária supera os 50 anos.

Javier Pérez Jiménez calcula que a capacidade dos dois restaurantes do térreo (800 e 250 pessoas) terá que ser reduzida entre um terço e a metade. No terraço Ginkgo, de 1.200 metros quadrados, ele prevê passar de uma lotação de 300 para 200 pessoas. E não haverá mais fila na rua para subir ao terraço, como em verões anteriores. Será obrigatório reservar.

Se o cliente estiver saudável, a recepção lhe entregará um kit de boas-vindas com material de proteção: luvas, máscara e álcool-gel. Suas habitações serão como “bunkers”, o lugar mais protegido. Ali encontrarão objetos embalados a vácuo, como o controle remoto. Praticamente em cada canto haverá dispensadores de gel desinfetante, explica Pérez Jiménez. O bufê do café da manhã desaparecerá e será substituído por uma bolsa de piquenique com fruta e iogurte, que o cliente recolherá passando por um circuito delimitado. Nos restaurantes, acabou-se aquela história de passar um pano para limpar a mesa. De agora em diante, será preciso usar máquinas de lavagem a pressão.

Na Holanda, mais precisamente em Amsterdam a proposta de um restaurante de Amsterdã para isso é criativa – e até mesmo romântica. O Mediamatic Eten propõe acomodar os clientes em pequenas estufas de vidro.

Os espaços foram projetados para abrigar até três pessoas. Sua proposta ainda envolve um conjunto de cuidados para garantir a segurança de quem for atendido.

Em fase de testes, o modelo começou recebendo familiares e amigos da equipe do restaurante. Agora, o local se prepara para abrir oficialmente ao público.

“Estamos aprendendo como fazer a limpeza, como fazer o serviço e como retirar os pratos vazios de uma maneira elegante para que você ainda se sinta bem cuidado”, disse Willem Velthoven, fundador da Mediamatic, à Reuters.

Imagine entrar num restaurante e ver que as mesas estão divididas por um acrílico de vidro para evitar que qualquer gotícula ou aerossol expelido pela nossa boca se torne num potencial agente de contágio.

A imaginação pode ser realidade no Zé Pataco, em Canas de Senhorim em Portugal, e é uma das soluções estudadas pela gestão do restaurante para combater o medo das pessoas, no regresso à atividade do pós-pandemia do novo coronavírus.

A publicação da imagem numa rede social, copiada de outro restaurante estrangeiro, foi ideia de Paulo Pataco, um dos líderes daquele espaço do distrito de Viseu.” A ideia é que se aquilo for o ideal para reabrirmos, será uma opção válida. Alguma coisa vai mudar, e temos de o fazer”, garante à Renascença.

É prático e é viável. Agora se será aquela ou outra solução não sei, mas alguma coisa terá de ser feita para as pessoas não tenham tanto medo

“É prático e é viável. Agora se será aquela ou outra solução não sei, mas alguma coisa terá de ser feita para as pessoas não tenham tanto medo”, explica. O temor de contágio é imenso e “hoje em dia toda a gente desconfia de toda a gente”. “Temos de ganhar a confiança de quem nos visita”, reconhece.

O proprietário deste estabelecimento, com três salas e capacidade para 150 pessoas, está a pensar ainda em criar uma porta de entrada e outra de saída. “Assim, as pessoas não se vão cruzar. A porta de emergência será a nova porta de saída”, confessa.

Aqui no Brasil, ainda não é possível reabrir esses estabelecimentos e já existem pesquisas de uma mudança de comportamento dos consumidores.

Os brasileiros dos grupos de risco, seja por idade, ou por ser portador de alguma doença que os fragiliza, têm mais medo de voltar a frequentar bares e restaurantes do que ir a shoppings, supermercados e comércio de rua, quando a pandemia passar.

É o que revela recorte inédito de um estudo realizado pelo Instituto FSB Pesquisa, a pedido da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Os dados do levantamento mostram que quase metade (47%) dos consumidores que não pertencem ao chamado grupo de risco pretendem frequentar bares e restaurantes “muito mais”, “pouco mais” ou de forma semelhante (“igual”) ao que estavam acostumados antes da pandemia.

Já entre os que se consideram no grupo de risco, apenas 38% confirmam a intenção de voltar a frequentar tais estabelecimentos da mesma forma ou com mais intensidade no pós-pandemia. A maioria (56%) respondeu que, mesmo passada a pandemia, deverá visitar um “pouco menos” ou “muito menos” restaurantes e bares.

No Brasil, alguns estabelecimentos estão se adiantando para que quando o tão sonhado momento de reabertura já estejam preparados.

Um exemplo é uma steak house que o arquiteto Herbert Holdefer está projetando em Campo Grande. Em um salão de 700 metros quadrados, ela vai incorporar cinco ou seis pias para os clientes lavarem as mãos, sem que tenham que se deslocar até o banheiro.

 

Em outro projeto, de uma loja de kebab, ele criou uma rota de entrada e outra de saída, para evitar que as pessoas se cruzem dentro do salão, e deve trocar as mesas por bancos no balcão, para manter uma distância maior entre clientes e funcionários.

Num outro projeto desenhado para a periferia haverá a inclusão uma pia do lado de fora do estabelecimento, para ser usada também por não clientes.

Outra tendência, que deve ser incorporada pelo mercado a partir de agora.

O delivery vai ser um ponto central no projeto, com destaque na fachada, para que o cliente ou o entregador não precise entrar na loja para fazer o pedido, pegar e pagar.

Ele também vê um aumento do uso da tecnologia, com uso de tablets ou outros equipamentos para que o cliente faça seu próprio pedido, e ainda a obrigatoriedade de um bom sistema de ar condicionado, com filtragem de ar dentro de padrões mais rigorosos.

A retomada é esperada por todos, podemos observar as experiências que estarão dando certo nos países que já reabriram e replicar por aqui o quanto possível.

Lamberto Percussi, da Vinheria Percussi,numa conversa com a jornalista Suzana Barelli, numa live no Instagram, no dia 27 de abril disse: “Tudo bem disponibilizar álcool, colocar toalha de papel. Tem coisa que dá pra fazer. Mas não vai dar para transformar um restaurante como o Vinheria num hospital”, disse ele, comentando sobre a retomada das atividades.

 

Tenhamos paciência para saber como as coisas nesse segmento que eu amo vão se desenrolar.

Notícia fresquinha dada pela TV Record é que com a reabertura dos restaurantes na Coréia do Sul, houve um ligeiro aumento de casos da doença, assim como na Alemanha que reabriu a economia, mas isso era mais do que esperado certo?

Fontes:

www.avidanocentro.com.br

www.veja.abril.com.br

www.noticias.uol.com.br

 

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