Transporte aéreo – Parte 2: Cuidados com a saúde e bem-estar animal para viagens aéreas.

Na nossa última matéria, abordamos as questões de documentação necessária para viagens de avião – nacionais e internacionais – com animais de estimação. Hoje, vamos abordar quais os diferentes cuidados que devemos ter quando pensamos nesse tipo de transporte para cães e gatos.

Cada companhia aérea tem sua regulamentação acerca do transporte de pets na cabine. Normalmente, cães ou gatos são transportados em caixas de transporte e o peso total varia de 7 a 10 kg somando o peso vivo do animal com o peso da caixa. Uma exceção à regra, são animais de apoio emocional e cães-guia. Porém, algumas companhias já proibiram o transporte de cães que ultrapassem o peso estabelecido, mesmo sendo atestados como apoio psicológico.

Nesse caso, os cães são transportados no porão do avião (ambiente climatizado e pressurizado) em caixas de transporte adquiridas pelo tutor do animal. Sendo assim, diversas questões devem ser pensadas – e são fundamentais – para garantir uma viagem segura aos pequenos. As caixas devem ser resistentes para evitar danos e possíveis fugas do pet. Não podemos negar que é um momento de estresse para eles, e devemos nos atentar para os mínimos detalhes e evitar acidentes.

O primeiro passo é saber o tempo de viagem e conversar com o Médico Veterinário de sua confiança para receber todas as orientações em como proceder. Muitos cães são agitados em sua essência e podem ter necessidade de sedação. No entanto, o procedimento de sedação é interessante em alguns casos, mas em outros não. Como todo fármaco, as drogas de escolha para as viagens aéreas podem ter alguns efeitos colaterais, e o pet estará sem qualquer supervisão durante o voo para socorrê-lo em casos de urgência ou emergência. Normalmente, são fármacos muito seguros, usados de acordo com o peso e temperamento do animal.

Um profissional veterinário irá ajudar na melhor decisão – sedar ou não sedar – de acordo com o quadro clínico do paciente.



Lembremos que muitos pets apresentam um estado de saúde perfeito, independentemente da idade, mas muitos deles, podem ter doenças preexistentes, e que devem ser consideradas na hora da escolha, tais como: cardiopatia, Diabetes Mellitus, traqueobronquite crônica grave, algumas hepatopatias, tumores, dentre outras.

Há quem critique empresas aéreas por não aceitarem todos os pets na cabine, mas a Olá Pet! tem por função pensar nos benefícios das relações que envolvem animais de estimação e humanos, através de projetos pautados na responsabilidade e segurança de todos envolvidos. Sendo assim, não saímos em defesa de ninguém, mas achamos que o tema traz muitos questionamentos e pretendemos oferecer nossa colaboração, intervindo junto aos órgãos competentes para melhorar cada vez mais os serviços oferecidos nas viagens aéreas com pets. Não podemos esquecer que tem toda uma questão de segurança de voo envolvida nesse aspecto, até porque os pets agem por instinto diante de situações de emergência, podendo comprometer sua própria vida, dos passageiros e tripulação.

Portanto, há muito trabalho a fazer sobre o assunto para ajudar pets, humanos e empresas do segmento para desenvolver projetos que envolvam animais de estimação nas viagens aéreas. Por enquanto, se você não estiver totalmente seguro e houver a possibilidade da sua viagem ser realizada via terrestre, talvez seja a melhor opção.

Prepare os documentos (veja a edição anterior), considere todos os prós e contras antes de tomar a decisão, e boa viagem com seu pet!

 

Patricia Moraes – Olá Pet!

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