Em meados de março de 2020, quando a OMS, Organização Mundial da Saúde, declarou estado de pandemia por causa da Covid-19, a rotina de milhões de pessoas mudou de maneira drástica. Empresas adotaram o estilo de trabalho home office sem qualquer previsão de volta presencial, o comércio fechou, aeroportos e hotéis também foram interditados. A sociedade estava forçada a ficar em casa, sem passeios, apenas com serviços essenciais.


Famílias tiveram que reestruturar seu dia a dia. Transformar o lar em local de trabalho, estudo e diversão se tornaram essenciais para o bem-estar de todos. Reformas, móveis novos, aprender a cozinhar, se dedicar a novos hábitos… Todas essas ações se destacaram nesses meses de quarentena. Porém, uma outra situação que muito nos deixa feliz teve destaque por todo o mundo: a adoção de animais.

Diversas ongs, institutos e protetores de todo o Brasil relatam altas expressivas na procura por adoção de cães e gatos. Em São Paulo, a organização não governamental União Internacional Protetora dos Animais (UIPA), que fica na Zona Norte da cidade, registrou um crescimento de 400% na procura por pets. Num cenário nacional, a ong Ampara Animal avalia um aumento de 50% na procura de adoções.


Uma curiosidade muito legal: nos EUA, na cidade da Flórida, um dos três canis de um abrigo, o Palm Beach County Animal Care and Control, ficou vazio após uma onda de adoções. Isso ainda em abril de 2020. Foi a primeira vez na história da instituição que isso aconteceu! E que não seja a última, né? Ficamos na torcida aqui!


Especialistas acreditam em diferentes fatores para o crescimento do número de famílias com animais domésticos. Um dos mais fortes é a busca por companhia nesse momento de reclusão. Um outro ponto seria que famílias com um animal fortaleceram seus laços com o bichinho nessa rotina mais próxima e adotaram um segundo. Há também relatos de famílias que buscavam no animal uma alegria para seus filhos, para todo o ambiente nesse momento difícil.


Amantes e protetores desses animais ficam, claro, muito felizes, mas alertam para a importância da adoção responsável. Nesse momento de pandemia ou em qualquer outro, a decisão de trazer para casa e convívio familiar um animal requer muitos cuidados. Serão cerca de 10 anos de alimentação, segurança, veterinário, amor e carinho. É preciso ter a consciência dos gastos, do tempo e da paciência para a adaptação desses animais, que podem carregar muitos traumas.


Com o triste caminhar da pandemia e suas consequências, em especial aqui falaremos da parte da economia, uma outra situação cresceu em paralelo ao número de adoções de pets: o abandono de animais.


Muitas pessoas perderam suas fontes de renda, prejudicando a rotina das famílias e seus animais. Um outro ponto que contribui para tal foi a disseminação de fake news sobre a possível (e inexistente, comprovada pelas autoridades) participação de cães e gatos na transmissão da Covid-19.


Há ainda mais uma preocupação das entidades: a volta da rotina fora de casa de todas essas famílias adotantes. A quase volta ao normal já é sentida discretamente no número de adoções, mas é considerável nas desculpas de devoluções de animais, isso quando o abandono não acontece de forma cruel nas ruas.


Protetores tomam todas as medidas possíveis para fazer uma adoção responsável e acompanham por meses, até anos, esses animais. Mas, infelizmente, algumas vezes a devolução acontece. Vale reforçar aqui que o abandono de animais é crime! Então, nosso papel é ficar de olho e ajudar os animais!


O Brasil tem a segunda maior população pet do mundo, atrás dos Estados Unidos, segundo a Comissão de Animais de Companhia – Comac. Em território brasileiro, existem aproximadamente 84 milhões de animais de companhia e a estimativa é de que o número chegue a 101 milhões de animais até 2030, um aumento de 26% da população atual. Ou seja, o crescimento que explodiu na pandemia deve se manter, mesmo que em ritmo diferente.


Se você ainda não tem um pet ou quer aumentar a família, avalie suas possibilidades, visite uma instituição ou protetor, e adote de maneira responsável!


By Redação Olá Pet! (@olapet.friendly)

Patricia Moraes – Olá Pet!

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