Em um jogo de futebol de 90 minutos, os jogadores tomam em media 1350 decisões.
Por mais que se treine todos os dias cerca de duas ou três horas, o que acontece no jogo tem a ver com a imprevisibilidade.
O futebol é um esporte coletivo mas decidido absurdamente por uma jogada individual, a favor ou contra.

Entendo que o praticar esporte, mais especificamente futebol, pode contribuir para o processo criativo de todos.


Correr em qual direção, em que velocidade, em qual momento. Controlar a bola com que parte do pé, levantar a cabeça, fazer um passe curto ou um passe longo. Ou lançar a bola, ou tentar o drible, ou chutar. Tudo isso em 2 segundos.
Com a quarentena fomos obrigados a sermos resilientes e criativos. O que fazer em casa? Que horas? Em que cômodo? Em que horário trabalhar? Como não perder o foco? Que horas estudar? Que horas treinar? O quer fazer no tempo ocioso em casa? E depois de tanto tempo fazendo o mesmo, como mudar? Como criar? Como inovar?

Nessa quarentena comecei a meditar, estudei arte digital, li livro de Haruki Murakami, dei aula de educação social aos meus filhos (pra que serve o cartório, por exemplo), aprendi a editar videos, comecei a escrever um livro, e outras tantas “novidades” geradas pela pandemia.


Não fiquei doente nem ninguém da minha família. Algum conhecido sim. E se curou.
Sofremos, nos adaptamos, entendemos, aceitamos e seguimos. E nosso processo criativo, o meu vindo do esporte, se tornou nosso maior recurso nesse momento.

Talvez você não tenha percebido mas ao alcançar a possibilidade de criar e inventar você se tornou automaticamente um vencedor, se superando e evoluindo.


E mais que seja “o que a gente ja fez”, o importante é “o que a gente ainda tem capacidade de fazer”.

 

 

Juliano Belletti

@julianobelletti
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