Poucos dias após a abertura e aproveitando a calmaria do feriadinho, fui conhecer o novo restaurante especializado em sanduíches do Fasano, o charmoso Gero Panini.
 
A sanduicheria marca o retorno de Rogério Fasano aos lanches — ele foi sócio da Forneria, rede especializada nesse segmento. “Havia um acordo de não concorrência, que expirou, e eu fiquei com vontade de voltar aos sanduíches”, conta. Oito anos atrás, o empresário alugou o imóvel onde agora surge a lanchonete e que permaneceu desocupado durante todo esse período. “Fui postergando a montagem porque vieram outras prioridades e momentos de medo com a situação econômica”, afirma. Para erguer o novo empreendimento, que ocupa uma área de 100 metros quadrados — a vizinha Trattoria tem mais de 600 —, o empresário estima ter feito um investimento de cerca de 2,5 milhões de reais.
 
A Casa Bandeirista do Itaim, erguida no longínquo século XVIII, ganhou mais esse vizinho italiano na semana passada e é uma construção representante da Casa Bandeirista típica, do período colonial brasileiro. Tombada em 1982 pelo CONDEPHAAT, encontra-se hoje sob responsabilidade da Divisão do Patrimônio Histórico da prefeitura paulistana.
 
Se de um lado essa casa convive há cinco anos com a Trattoria Fasano, tem agora funcionando na lateral oposta outro endereço da grife de alta gastronomia, desta vez dedicada aos sanduíches.
 
Na Itália, fast-food não significa comida de baixa qualidade, mas sim uma opção de refeição rápida, saudável e gostosa, que a pessoa pode comprar e comer na hora.
 
Em várias viagens pela Itália, sempre parei para comprar panini para adiantar a viagem. São uma refeição completa pelo tamanho, pela variedade de recheios e ao mesmo tempo são práticos e como vem enrolados em uma embalagem, é fácil de comer sem se sujar mesmo que seja andando a pé ou em movimento no carro.
 
Panini é o plural de panino que são sanduíches de pães achatados, recheados com embutidos, queijos e vegetais.
 
O lanche, que virou moda na Itália entre as décadas de 1970 e 1980, nasceu no bairro de Brera, em Milão.
 
Por ser uma comida prática e leve, é perfeita para o paulistano, que geralmente está apressado, mas é exigente quando se trata de comida, atendimento e variedade.
 
Realmente entre a minha chegada lá e minha saída, o atendimento foi rápido, preciso e tudo veio certinho.
 
Até, me comportei como um chata, já que não estou comendo pão branco e eles gentilmente fizeram o recheio de um dos sanduíches no pão australiano.
 
Pedi um Aperol para acompanhar que estava perfeito.
 
Outra opção que segue a mesma linha são as piadinas, um pão de frigideira bem fininho, que também pode ser recheado com diversos ingredientes.
 
A piadina já era preparada no Egito desde o ano 13.000 a.C., antes mesmo da invenção do fermento. Chegou à Itália, provavelmente pelas mãos de Enéias de Tróia, quase oito séculos antes do nascimento de Cristo.
 
Aparece nos receituários com o nome piada, de origem grega, desde o século 14. Nessa época, as pessoas da região precisavam de algo rápido para comer durante o trabalho.
Panini, é o sanduíche típico da Itália, é de preparo fácil e rápido, além de ser um dos mais versáteis que existem. A opção de recheios é incontável. Você pode usar vários tipos de pão mais rústico (italiano, ciabatta, miga, etc.)
 
O cardápio do Gero Panini, foi elaborado sob a supervisão do chef Luca Gozzani. Luca nasceu na cidade de Empoli, província de Florença na região da Toscana e Rogério Fasano o conheceu durante uma viagem a Itália convido-o para comandar a cozinha do Fasano al Mare e, depois de 6 anos por lá, Luca assumiu o Restaurante Fasano em São Paulo.
 
No menu da casa aparecem opções com o pão ciabatta, pão australiano, piadina e tremezzino que é um sanduíche italiano normalmente triangular construído a partir de duas fatias de pão branco macio, com as crostas removidas. Tramezzini são populares e normalmente disponíveis em muitos bares italianos durante todo o dia.
 
Além dessas opções de sanduíche o Gero Panini serve 2 tipos de penne!! Experimentei o pesto e dou nota 9.8, tem também hambúrguer, cheeseburguer e saladas!!!
 
Para os sanduíches você pode escolher 2 acompanhamentos: salada e a imperdível batata rústica, afirmo que foi a melhor que já comi.
 
A apresentação dos pratos é linda, o tamanho do sanduíche é menor do que esperava, já que tinha como referência os que comprava a cada esquina na Itália. Todos os ingredientes fresquíssimos, você consegue sentir o sabor de todos os ingredientes.
 
Uma preferência pessoal mas gostaria que houvesse mais recheio, porém o sanduíche veio muito equilibrado, o pão é fofo, saboroso e nada massudo.
 
 
 
O salão acomoda até 36 pessoas e mais quarenta lugares no deque de madeira com toldos pretos. Ainda nessa área externa cercada por árvores, como um bosque ao ar livre, as mesas mais legais são que ficam junto ao espelho-d’água. O empresário Rogério acredita que a casa vai bombar no happy hour. E pelo que senti, vivi e experimentei acredito nisso também. O local é mais do que agradável. Une todas as qualidades do grupo Fasano, atendimento, ambiente, comida e ótima frequência de pessoas.
 
Outra novidade nesse Fasano informal é que dá para ir vestido bem mais descontraidamente. Enquanto estive lá, fui na hora do almoço e feriado, muitas das pessoas haviam acabado de se exercitar, ou passear e estavam em seus trajes de ginástica. Não cruzei com um único sapato de salto.
 
A lanchonete disponibiliza também um sistema de takeaway. Os clientes fazem as escolhas em um janelão junto à entrada. É possível pegar e levar os pedidos ou ocupar um dos lugares em quatro mesões coletivos. Nesse caso, não há cobrança de serviço.
 
Não tenho dúvida do sucesso da casa!!! E voltarei muitas vezes.
 
 
 
 
Dani Mollo