.Em meu texto mensal sobre sustentabilidade fico feliz em anunciar a chegada de mais uma marca de roupas com uma pegada sustentável, e melhor ainda, com lucro revertido a um ONG.

E porque eu digo “pegada” sustentável?

Os moletons são feitos de algodão 100% orgânico mas ainda o processo produtivo, como a manipulação da matéria prima e os tingimentos ainda precisam ser detalhados pela marca.

Algumas entidades dizem que a cor laranja exaltada pela marca e presente em muitas peças é muito difícil de ser atingida com corantes naturais.

Um ponto positivo que vejo nessa marca especificamente é que é de uma atriz global muito conhecida, o que pode ajudar e muito a divulgação da sustentabilidade já que, erroneamente, muita gente ainda acha que essas roupas não tem qualidade e estilo.

Pois bem, no domingo dia  26 de julho, a ruiva Marina Ruy Barbosa lançou sua própria grife de roupas, chamada Ginger. Ela divulgou essa novidade no Instagram, com fotos ao lado da sócia Vanessa Ribeiro. Há dias, Marina já vinha dando pistas da empreitada, através da postagem de fotos em que predomina a cor laranja e até de uma ecobag que leva o logo da marca. Em inglês, ginger significa gengibre, mas é também a palavra usada para se referir aos ruivos – numa alusão direta ao famoso cabelo da atriz.

A marca tem um lindo site onde as compras podem ser feitas, com estilo bem clean dando destaque as roupas ultra coloridas. Em poucas horas as peças evaporaram das vitrines virtuais e ontem, as 10 da manhã, o site retomou as atividades.

Foto Divulgação: vogue.globo.com

Retirei do site essa descrição “sobre nós”!!! :

“O sonho era vivo, pulsante – um amor nutrido desde a infância.  E de uma pausa começou uma jornada de autodescobrimento.  O refletir levou ao redescobrir. Um doce encontro.  Uma visão compartilhada para o futuro floresceu. Marina Ruy Barbosa e Vanessa Ribeiro desbravam novos caminhos a procura de uma forma de expressão. Um canvas em branco, repleto de possibilidades, é gradualmente tomado pelo calor do laranja.                       

GINGER nasce de uma delicada dança entre a moda autoral, a paixão pela estética e o respeito pela natureza. Arte e design colorem o quadro de inspirações. O resultado é uma nova marca que abraça o presente enquanto volta o olhar para o futuro, livre das amarras das estações e preocupada com o seu impacto. Contra o efêmero e o superficial, preza pelo inteligente e o editado. É uma mulher múltipla, em eterno processo de aprendizado. Pronta para encontrar sua voz, ela ressignifica e busca significado.”

Achei lindo !!!

Intitulada como Prefácio, a coleção de estreia é composta por itens confeccionados em algodão orgânico. Sinônimo de conforto e ergonomia, a matéria-prima aparece nas cores branco, bege, verde militar, lilás e o icônico laranja.

O estilista que está nessa empreitada junta as duas beldade é Leandro Benites formado em Design de Moda no Istituto Europeo di Design de São Paulo, “que me abriu muitas portas e onde aprendi muito. Posso dizer com orgulho que essa é a minha escola”, diz. Leandro tem uma marca própria chamada BEN.

Ele é o responsável pelo desenho dos visuais comfy, que têm um toque de alfaiataria e streetwear.                                        

Cercada de polêmicas como o valor alto das peças e se realmente é sustentável, a marca mostra que impactou o público vide que suas peças se esgotaram em pouco tempo.

A marca se justifica os altos valores dizendo que  vão para a ONG Gerando Falcões de Edu Lyra. O jovem de 32 anos, que nasceu em uma favela na grande São Paulo, é fundador da ONG Gerando Falcões. Desde 2013, ele conseguiu captar recursos com alguns dos maiores empreendedores do país como Jorge Paulo Lemann, Carlos Wizard, Flavio Augusto, Guilherme Benchimol, Rubens Menin e André Gerdau.

A Gerando Falcões nasceu como um projeto para apoiar jovens na região em que Lyra cresceu, mas graças aos altos investimentos que recebeu (e um conselho de Lemann de que Lyra precisava “sonhar grande”), a companhia é hoje uma rede que apoia ONGs ao redor de todo o país para atuarem em favelas. Cada instituto escolhido recebe aporte financeiro e precisa apresentar resultados convincentes ano após ano.

Lyra focou em desenvolver a gestão da instituição e trouxe o modelo Ambev para o mundo social. Todos dentro da organização possuem metas, avaliação por rendimento, bonificação e plano de carreira.

Com isso, o jovem espera é levar os projetos sociais da ONG para 1.200 favelas brasileiras (cerca de 20% das favelas do país) nos próximos quatro anos. “O nosso sonho grande é um dia colocar a miséria da favela no museu”, afirma.

 

A marca também traz diversidade cultural e cores nas fotos, o que segundo alguns, lembra o estilo da marca americana GAP uns anos atrás.

Que essa empreitada seja pautada na verdade, vista bem e com propósito as pessoas e possa ajudar os jovens da ONG escolhida.

 

Dani Mollo
/daniela.mollo.7
@danimollo

 

Fontes

www.ethicalfashionbrazil.com

www.claudia.abril.com.br

www.shopginger.com.br

www.metropolis.com

www.benatelie.com.br

www.infomoney.com.br