Antes da pandemia, o que você levava em consideração na hora de viajar?

Provavelmente as “preocupações” eram bem menores do que as do planejamento de uma viagem será daqui para a frente.

Participei, na semana passada, de um webinar para agentes de turismo justamente com o conteúdo sobre como será a curto, médio e longo prazo o mundo das viagens.

Quem conduziu esse evento virtual foi Sheila Nassar da Vertebratta a convite da Abrav.

A Sheila Nassar é Bacharel em Comunicação. Trabalhou como jornalista de grandes revistas e jornais brasileiros desde os 17 anos, antes de entrar para o cenário das telecomunicações no Brasil aos 23, quando gerenciou o marketing de uma grande multinacional norte americana deste setor. 

Especializou-se em marketing ao consumidor, planos cooperados de mídia, relações com o trade e com a mídia e, atuando com diferentes públicos, fez parte da equipe que lançou a telefonia pré-paga no Brasil, o celular Loaner, com estratégias de marketing cooperado que integravam fabricantes de celulares, operadoras de telefonia, prestadores de serviços e varejistas. Experiência que a ajuda a desenvolver o mercado de turismo. 

Após este período, abriu sua própria empresa, a Vertebratta, onde implementa a experiência de comunicação em diversas áreas.

A empresa é especialista em desenvolver e implementar estratégias de negócios multicanais, a Vertebratta foi fundada, em 2001 para planejar, aprimorar e comunicar. A marca transpõe-se da coluna vertebral dos seres vivos para o corpo empresarial, atuando como pilar de sustentação, movimentação e transformação saudável e dedicada a cada corpo.

A Vertebratta tem no marketing a ferramenta para criar o novo e mudar o já existente, sempre com foco nas relações humanas, seja por parte do cliente, fornecedores ou consumidores.  Baseada na construção sólida das relações, a agência tornou-se responsável pela comunicação no Brasil de importantes clientes internacionais na indústria do turismo. Para eles, transforma a imagem de marcas e conquista a empatia de públicos diversos, com entregas sólidas e consistentes.

Sob os efeitos do pós-guerra e de mudanças sociais e econômicas no Brasil, a ABAV foi criada em 28 de dezembro de 1953, por força da iniciativa de representantes de quinze agências de viagens. A formalização da entidade se deu no Rio de Janeiro, à época capital do país.

Hoje, a ABAV é a entidade mais representativa do turismo brasileiro. Sua credibilidade e força, junto a todos os elos que compõem a dinâmica cadeia produtiva do Setor, resultam de atividades intensas – empreendidas em mais de 65 anos de atuação. 

Desde a sua constituição, a ABAV norteou e liderou ações que contribuem com o desenvolvimento do turismo nacional; superando dogmas; vencendo desafios e consolidando avanços. 

Com a criação do Ministério do Turismo, em janeiro de 2003, a ABAV passou a integrar o Conselho Nacional de Turismo, renovando sua condição de pólo catalisador dos diferentes segmentos e nichos do mercado.

Porta-voz e caixa de ressonância dos interesses das agências de viagens associadas, a ABAV investe forte na mudança de mentalidade e em capacitação dos profissionais – dos dirigentes e colaboradores que representa. 

Cada vez mais a ABAV exerce um papel transformador do agente que foca na ação local com visão global. Contemporaneidade é a marca registrada que o retrospecto associativo confere à entidade, distinguida por sua força de reação, no sentido da superação: do agir com firmeza de propósito e de reagir com prontidão às adversidades.

O webinar foi muito rico de informações e a Sheila sabe transmiti-las com primor.

Antes da pandemia o tempo médio para que um interessado brasileiro se convertesse em viajante era 3 meses, e obviamente esse tempo deve no mínimo duplicar.

Outro aspecto importante discutido, e eu pelo menos me enquadro nisso, pois sempre adquiri o seguro por ser algo obrigatório e inclusive te impede de entrar em países se não o tiver.

Concordam que, de agora em diante, o cuidado na escolha do seguro médico deve ser maior? Vamos querer saber nas minúcias os hospitais e clínicas a que teremos acesso em caso de doença.          

A escolha de um hotel, fazemos por indicação de amigos, por pesquisa em sites especializados ou contando com a ajuda maravilhosa de um agente de viagem mas e os protocolos sanitários desses estabelecimentos? Provavelmente vamos colocar como um dos primeiros quesitos  a se considerar não?

A FGV fez o segundo estudo sobre o impacto da pandemia no setor de turismo, na verdade o conteúdo desse estudo traz também propostas para o setor além de pontuar logicamente as perdas.

O estudo foi apresentado resumidamente durante o webinar que participei e existe uma escala, digamos assim, da retomada das pessoas as viagens.

O turismo emprega um número significativo de brasileiros e acredita-se que o início da retomada se dê agora em julho.

Já vejo, e eu mesma realizei uma viagem para uma cidade que não há casos de Covid e fui com o meu carro.

Provavelmente se tivéssemos, como nos Estados Unidos e Canadá a cultura do motorhome provavelmente essas viagens bombariam por aqui.

Pensem? Uma turma de família e amigos, visitando vários lugares mas auto sustentáveis cozinhando e dormindo no motorhome.

Não estou pensando em pegar um avião tão cedo, ainda mais para fora do país, mas de agora em diante com toda a certeza, mesmo uma viagem de carro para o interior vamos programar com mais cuidado.

Existem coisas que vieram para ficar, mesmo com a chegada da vacina.

O webinar ressaltou que acredita que os agentes de viagem tenham que ter conosco uma maior empatia e engajamento, além de nos inundar com informações que nos deixem muito seguros para curtir um destino.

Será fundamental descrever os pontos fortes e os fracos dos destinos, dando o quanto mais de informação para que o passageiro esteja munido para fazer sua escolha.

Pode ser que começemos por destinos que já frequentamos por dar uma sensação maior de segurança.

Talvez, ao invés de passarmos 3 dias em um destino, aumentemos para 5 dias para evitar horários cheios nas atrações por exemplo.

São muitas variáveis realmente que se apresentam nesse momento. Espero que em breve retomemos o prazer de uma viagem e com isso ajudaremos um setor que sempre nos entregou coisas boas a voltar ao crescimento.
 

Dani Mollo
/daniela.mollo.7
@danimollo

 

Fontes:

Webinar Vertebratta/ ABAV

FGV