Lavar Louça Todo Dia… Que Alegria!!!

Lavar Louça Todo Dia… Que Alegria!!!

Nessa quarentena bati todos os recordes da minha vida de dias de lavar louça. Ao lado de passar roupa é o que eu mais sempre odiei nos serviços domésticos.

Posso passar o dia cozinhando, passando aspirador, arrumando camas mas lavar louça seria a última coisa da lista.

Porém esse confinamento veio para ensinar, quebrar tabus, rever comportamentos e pois bem, lavo louça todo santo dia, e quer saber, hoje já não odeio tanto quanto odiava.

Minha cozinha tem TV e costumo colocar em um programa que me distraia ou algum canal de notícias e faço a tarefa rapidinho.

Existem várias playlists específicas para lavar louça, não é o máximo?? Porém pelo que pesquisei não gostei das indicações. O ideal é fazer você mesmo aquela seleção que você mais gosta e encarar a tarefa com animação.

Mas você pode se perguntar: mas porque a Dani não usa máquina de lavar louça?

Nem eu sei, mas como em uma rotina normal não lavo o grosso da louça, a minha funcionária que está comigo a muito tempo acha que a lava louças não é eficiente como lavar a mão, então nunca tivemos máquina de lavar louças.

Aliás, quem aí sabe quem inventou a máquina de lavar louças?

Lava-louças (também conhecida como máquina de lavar louças ou lavadora de louças) é um aparelho eletrodoméstico cuja finalidade é de lavar dos apetrechos utilizados na cozinha, principalmente aqueles empregados no preparo e consumo das refeições.

Muito comum nos países desenvolvidos, não é um eletrodoméstico muito popular no Brasil. Pode-se utilizar água quente ou fria nas lavagens. O detergente usado deve produzir menor quantidade de espuma para garantir a eficiência do processo de lavagem.

A história das úteis lavadoras de louças se inicia em 1850, quando Joel Houghton desenvolveu um equipamento muito parecido, o qual funcionava de forma manual.

As lavadoras modernas surgiram por meio de Josephine Cochrane, em 1886. Cochrane aprimorou a máquina de lavar louças para que seus empregados não estragassem suas peças de porcelana.

Os modelos ligados diretamente a uma fonte de água começaram a ser fabricados na década de 20, já os que se conectavam a uma fonte elétrica, a partir de 1940.

No início, as lavadoras de louças começaram a ser utilizadas apenas em bares e restaurantes, onde a demanda era muito grande. Somente nos anos 70 é que se registrou o uso doméstico do aparelho.

Josephine Cochrane viveu no século 19 nos Estados Unidos. Como toda boa dona de casa daquela época, acreditava que as mulheres deveriam se responsabilizar pelos afazeres domésticos. Mas uma das tarefas ela não suportava fazer, assim como eu: lavar louça.

Ao contrário do que muitos pensam, grandes invenções da humanidade também foram criadas por mulheres. Uma delas é a máquina de lavar louça, inventada no final do século 19 por Josephine.

A futura empreendedora não teve uma infância fora do comum ou uma criação feminista. Após a morte de sua mãe, viveu com o pai em Ohio, no estado de Indiana. Ele trabalhava como engenheiro hidráulico, o que pode ter despertado na filha um instinto para a mecânica.

Quando criança, estudou em escolas privadas até ser enviada para morar com a tia na cidade de Shelbyville, em Illinois. Após se formar no colégio, sua vida seguiu um caminho bastante tradicional: aos 19 anos casou com William Cochran, um empresário oito anos mais velho.

William fez fortuna e deu uma vida confortável para a esposa, que adotou seu sobrenome, mas acrescentando um “e” no final. Apesar de seguir o caminho tradicional, Josephine demonstrava um senso de independência e confiança fora do comum para a época.

Em 1870, o casal se mudou para uma verdadeira mansão e era famoso por oferecer jantares e realizar eventos sociais. Certo dia, após uma das festas, os criados fizeram a lavagem dos utensílios e negligenciaram os pratos, quebrando algumas peças. Quando Josephine descobriu, ficou furiosa e se recusou a deixar os empregados segurarem os itens de porcelana novamente.

Decidiu lavar os pratos por conta própria, mas acabou se arrependendo da decisão.

Enquanto se dedicava à tarefa, teve uma ideia: se inventores podiam criar máquinas para cortar grama e confeccionar roupas, por que não criar uma lavadora de louças?

A verdadeira ideia veio logo em seguida, quando decidiu inventar uma máquina de lavar louças por conta própria. Entrou na biblioteca de casa e começou a pesquisar por referências enquanto segurava um copo na mão. Dentro de meia hora, tinha o conceito básico para a lavadora: manter os pratos em segurança em uma espécie de prateleira enquanto a pressão da água os limpava.

A epifania veio em boa hora. O marido de Josephine tinha sérios problemas com o álcool e faleceu duas semanas depois, deixando uma dívida de mais de US$1.500 para a esposa. Portanto, a lavadora de louças acabou sendo fundamental para a sua sobrevivência.

A criação da empreendedora tinha compartimentos de arame para pratos, copos e pires. Um motor girava uma roda que bombeava água quente com sabão sobre os utensílio. Josephine mostrou seu design para alguns homens de negócio, o que acabou sendo uma experiência frustrante. Eles não confiavam nela por ser mulher e não ter formação acadêmica.

Mas Josephine não desistiu. Finalmente, com a ajuda do mecânico George Butters, conseguiu a patente da sua criação em 1886. No entanto, suas primeiras clientes não foram as donas de casa que pensava estar ajudando. As mulheres não queriam gastar dinheiro com um utensílio que julgaram desnecessário.

Então a empreendedora enfrentou outro desafio: sem nenhuma indicação, foi até um grande hotel em Chicago e pediu para falar com o gerente. Sozinha, ofereceu seu produto. Saiu de lá com um pedido de US$800, o que abriu caminho para outras vendas grandes.

Josephine vendeu sua máquina de lavar louça para restaurantes e instituições. Sua invenção foi exposta em feiras e ganhou notoriedade na época. O sucesso foi tanto que a empreendedora abriu sua própria fábrica em um galpão abandonado de uma velha escola. Seus clientes se estenderam para hospitais e faculdades, até que o produto finalmente se tornou residencial e popular.

A empresa finalmente começou a prosperar nos anos anteriores à sua morte, em 3 de agosto de 1913 em Chicago, quando morreu de exaustão nervosa aos 74 anos.

Ela foi enterrada no Cemitério Glenwood em Shelbyville. Após sua morte, a empresa mudou seu nome e mãos até 1940, que se tornou parte do Kitchen Aid da Whirlpool Corporation.

Então meninas que não lavam a louça manualmente como eu, agradeçam eternamente a epifania de Josephine. E mais do que isso, às vezes passam pela nossa mente ideias brilhantes que ignoramos e olhem só como uma ideia pode atingir toda humanidade e ajudar a tarefa doméstica. Não basta só pensar, temos que agir, buscar parceiros, agregar contribuições, buscar o público e fazer sucesso.

E nesses tempos de confinamento, chamar a família para dividir as tarefas é o que há.

Fontes:

www.wikipedia.com.br

www.brilhante.com.br

www.maestrovirtuale.com

Dani Mollo

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