Muita coisa mudou desde a época dos nossos pais na modalidade de introdução da alimentar. Hoje muitas famílias estão usando o método BLW, do inglês “Baby Led Weaning” é uma introdução alimentar guiada pelo bebê. Não há papinhas, os alimentos são colocados na frente do bebê de forma que ele possa escolher e iniciar sua alimentação de forma autônoma, sem que o alimento seja inserido em sua boca.

Nessa “nova estratégia para alimentar o bebê”, ele recebe a comida da família, na consistência habitual, e deve ser encorajado a pegar os alimentos e levá-los à boca.

É o bebê que decide o que quer e quanto quer comer em cada refeição. Os defensores do BLW dizem que ele traz diversos benefícios em relação ao modelo tradicional: maior autonomia, melhor aceitação, maior variedade de alimentos, formação de um hábito alimentar mais saudável, menor risco futuro de obesidade e etc.

 

Bem, o primeiro ponto a ser levado em consideração é que as tais vantagens do BLW ainda não foram comprovadas por estudos e só dá para confiar em argumentos do tipo quando eles possuem embasamento científico. Por outro lado, sabemos que não é nada recomendável deixar o bebê à base de sopa de legumes (e os mesmos alimentos de sempre).

Mas e os perigos de engasgos no método BLW?

Neste método, quando um alimento não é possível de ser engolido pelo bebê, um reflexo que se parece com uma ânsia, é acionado para que o alimento se mova e seja expelido ou deglutido. Ele dura no máximo 15 segundos e caso as pessoas ao seu redor não criem pânico, ele volta a comer como se nada tivesse acontecido, mesmo assim sempre é bom ficar atento no tamanho do alimento que é colocado na boca e nos reflexos do bebê.

 

Independente do método que você use no seu filho o importante é ter moderação e bom senso na hora de alimentar. É importante lembrar que alimentar o bebê envolve uma íntima interação entre a criança e quem alimenta, respeitando o ritmo de cada um, ou seja, o bebê deve ser alimentado de forma lenta e paciente por um adulto. A ele cabe encorajar a criança a comer, mas nunca forçá-la.

Se o pequeno recusar os alimentos, experimente diferentes combinações, texturas e formas de encorajamento. É importante minimizar as distrações durante as refeições, (como já disse em matéria passada).

A alimentação deve ser encarada como um momento de aprendizado e amor. Por isso, fale com a criança durante a refeição, mantenha contato visual com ela, procure estimulá-la a tocar nos alimentos e levá-los à boca.

 

Não tem certo ou errado, melhor ou pior… Cada bebê e cada família tem seu ritmo. E o momento da refeição é uma oportunidade de ouro para conhecer o que o bebê tem a lhe dizer.

 

Vanessa Ierizzo
Chef e amante do mundo

 

#TRENDY #VANESSA #IERIZZO #BLW

Leave a comment

Send a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *