As definições de prestígio foram atualizadas. 

Nas últimas semanas o aplicativo de Clubhouse explodiu no mundo inteiro, chamando a atenção por seus usuários proeminentes e sua exclusividade. O aplicativo é um híbrido de rede social, podcast, zoom e LinkedIn. Ele foi adotado primeiramente por celebridades, founders e investidores.

 

Clubhouse é apenas para convidados e só funciona em iPhones. Você não pode simplesmente baixá-lo da app store e criar uma conta. Muito parecido com um clube da vida real (Paulistano, Paineras etc) ou um yatch clube, você deve ser convidado para entrar por um membro existente. Isso explica por que os early adapters foram pessoas relacionadas a tecnologia, mídia, startups e investimentos.

Entrei no Clubhouse esta semana. Uma colega da faculdade me mandou um convite. Por sorte, no meu primeiro dia acabei caindo em uma sala de empreendedorismo digital. A sala estava cheia de gente interessante e foi sediada pelo empreendedor Márcio Gonçalves. Não conhecia ninguém ao entrar na sala, mas saí de lá com conexões incríveis e o conhecimento que compartilharam comigo. 



Realmente não mentiram, o networking dentro do aplicativo é um dos maiores atrativos. E tudo rola em um clima casual, como uma conversa de boteco. Mas com qualidade de conteúdo pago, e com conexões superiores às que normalmente aparecem no LinkedIn.

 

O app te da a chance de ouvir conversas, entrevistas e discussões entre pessoas interessantes sobre vários tópicos. É como sintonizar um podcast, mas ao vivo e com uma camada adicional de exclusividade. No Clubhouse é possível encontrar pessoas difíceis de se acessar de outra maneira.



Nesta semana, por exemplo, estive em salas com speakers como Mark Zuckerberg, Pyong Lee, Zendaya, Charlie Puth, Celso Portiolli, Otaviano Costa e Hugo Gloss. Não só os usuários ilustres despertam sensação de exclusividade, mas o fato dos áudios não ficarem gravados também gera o sentimento de “só sabe quem estava lá”.

 

Desde janeiro, o Clubhouse subiu no ranking das lojas de aplicativos em diversos países desde Coreia até o Brasil, atraindo novos usuários para “salas” sobre tópicos que vão de empreendedorismo a política local. O que determina o tipo de sala que aparece no feed são as pessoas seguidas e os interesses do usuário. Ao entrar, você pode selecionar tópicos de interesse, como tecnologia, livros, negócios ou saúde. Quanto mais informações você fornecer ao aplicativo sobre seus interesses, mais salas de conversação e indivíduos o aplicativo recomendará que você siga ou participe.

 

Até agora, o Clubhouse carrega a imagem de uma clube muito difícil de se ingressar. Mas o app já está com uma avaliação de 1 bilhão de dólares e atingiu mais de 2 milhões de usuários. Com mais pessoas usando, é possível que o clima do aplicativo mude. Como o que aconteceu com Facebook, Twitter e outros. O ambiente de uma conversa entre amigos pode dar lugar a multidões, raiva e abuso. A valorização do app aumenta à medida que o valor da experiência é diluído. O fator de novidade de um aplicativo como o Clubhouse definitivamente vai desaparecer com o tempo. Mas, por enquanto, estamos intrigados. 

Talvez, no futuro, se torne mais difícil a interação com especialistas com profundo conhecimento de domínio, políticos com políticas a serem defendidas e celebridades falando sobre seus projetos mais recentes. Talvez o app comece a monetização de conteúdo feito por essas pessoas, ou até passe a cobrar acesso à salas específicas.

 

Minha dica: don’t sleep on Clubhouse! Arranje um iPhone e consiga um convite. Rápido. Além de aproveitar conteúdo e networking de alto nível, é importante construir visibilidade no app enquanto é cedo. Raramente existem chances de fazer uma marca enquanto “tudo é mato”. A hora é agora!

 

Para aqueles que já entraram no Clubhouse, meu ID é @vvrebellion , vamos nos conectar e trocar figurinhas. Nos vemos no app! 

 


Até o próximo texto, 안녕하세요.

Vittoria Ventura

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