Já havia adiantado em uma matéria anterior, como a Europa estava reabrindo e como os restaurantes estavam funcionando. Agora que começamos a reabrir por aqui, pudemos comprovar que o esquema daqui se assemelha demais ao de lá.

Foto: PA Images

E, na semana passada uma notícia e várias fotos monopolizaram as redes sociais mostrando, no Reino Unido, a solução encontrada para que os shows possam acontecer, enquanto a pandemia ainda assusta.

Foi o primeiro show com distanciamento social de que se tem notícia.

O festival aconteceu em Newcastle, no Reino Unido, representando o primeiro show com distanciamento social do mundo. Segundo o jornal britânico The Sun, a forma como a estrutura foi montada pode ser o futuro para festivais.

Sam Fender, performer do North Shields, fez um show para 2.500 pessoas estavam em áreas isoladas. Divididas em grupo de até cinco, 500 plataformas de metal foram espalhadas para que cada grupo pudesse curtir o show.

 Foto: PA Images                    

Cerca de 2.500 pessoas se reuniram para assistir ao show.

Os organizadores do evento dizem que foi um grande sucesso. Cada participante do festival recebeu uma cadeira, porém muitos aproveitaram o show em pé.

De acordo com o The Sun, há esperanças de que a maneira como esse show foi montado, possa causar o retorno da música ao vivo durante a pandemia. 

Alguns shows aconteceram no formato drive in pelo Brasil e pelo mundo, mas convenhamos que nem dançar conseguimos dentro de um carro.

Mais shows na mesma estrutura estão planejados para o mês de agosto e setembro.

Estamos muito satisfeitos em contribuir para trazer de volta os eventos de música ao vivo”, comentou Helen Page, diretora de marketing da Virgin Money, empresa responsável pela estrutura.

 

As autoridades dizem que cada plataforma de visualização terá sua própria mesa, cadeiras e geladeira para garantir que as multidões sejam mantidas separadas e o risco de transmissão do novo coronavírus permaneça baixo.

A reação dos fãs foi, em geral, bastante positiva. A grande maioria elogiou a performance e o formato, com alguns inclusive descrevendo uma organização “brilhante” do espetáculo e até ressaltando que isso ajuda aqueles que não gostam de aglomerações com pessoas desconhecidas.

Obviamente que tudo teve que ser muito  bem planejado para que acontecesse da forma mais segura possível. Toda a compra de ingressos foi feita de forma online, e na chegada a equipe do evento verifica cada e-ticket.

Cada carro foi estacionado com dois metros de distância cada um. O maior desafio foi na entrada do evento, para evitar a aglomeração do público. Foi organizado uma fila que cumpria o distanciamento social. Um membro da equipe conduzia os grupos para seu espaço, um de cada vez.

Para consumir comida e bebida, o público solicitava pelo celular o que desejava, e tudo era entregue por funcionários, que passaram por rigorosos sistemas de higiene. Foi como descrevi quando fui ao drive in aqui em São Paulo.

O acesso aos banheiros foram muito seguros. Cada linha de plataformas teve uma seção dedicada de banheiros para controlar os grupos. As filas de cada banheiro possuíam 2 metros de distância, havendo desinfetantes para higiene por todo o espaço.

Acredito que qualquer alternativa que chegue o mais perto possível do formato que tínhamos antes da pandemia agradará a todos, ainda mais depois de meses de confinamento, uma alternativa dessa é um sopro de esperança e de retomada.

Dani Mollo
/daniela.mollo.7
@danimollo

FONTES:

www.ndmais.com.br

www.tenhomaisdiscosqueamigos.com

www.palcopop.com