Me comprometi a falar sobre o mundo sustentável por aqui e, diante da pandemia será que restam boas notícias?

Sim, temos boas notícias, na contramão do que aparece nos telejornais diariamente.

Quem aí se lembra do João Gordo? Vocalista de uma banda de punk rock que fez muito sucesso, a Ratos de Porão. Chegou a ter problemas sérios de saúde e hoje tem um restaurante vegano no centro de São Paulo junto com sua mulher Vivi.

Em 2014, João estreou o programa Panelaço, no YouTube, que é um programa de entrevistas no qual ele prepara pratos veganos para os convidados. Há quase duas décadas sem comer carnes, ele vinha se adaptando a uma alimentação 100% vegetariana (sem ovos, laticínios e carnes) há alguns anos.

Embora ele nunca tenha afirmado anteriormente que era vegano, muita gente já o considerava assim há tempos. Ele sempre dizia que estava se adaptando e que não é possível se dizer vegano de um dia para o outro.

Hoje em dia eu posso afirmar sim que eu aderi à prática do veganismo. Eu fiquei um tempo pra lá e pra cá porque eu não conseguia parar de comer queijo. Queijo é meio difícil, mas agora eu consegui largar o queijo realmente.” – disse João.

Abriu no centro um restaurante com o mesmo nome e durante a pandemia o músico e Youtuber vegano e sua esposa, Vivi Torrico lançaram no início de abril o projeto Solidariedade Vegan, com o propósito de distribuir comida totalmente livre de crueldade animal aos moradores de rua de São Paulo.

Embora essa ação já fosse praticada pelo casal, devido ao coronavírus, eles decidiram criar uma marca para a iniciativa a intensificar as colaborações.

As distribuições das marmitas ocorrem na região do Bixiga, onde João Gordo abriga seu restaurante vegano que, no momento, encontra-se fechado por conta da pandemia.

Outra ótima notícia vem da Fazenda do Futuro. Para que não sabe ainda, eles são a primeira “foodtech” brasileira a criar carne de plantas com a mesma textura, suculência e gosto de carne. Proporcionando a mesma experiência da carne animal, porém sem sofrimento e com muito menos impacto ambiental.

Abrindo um parênteses aqui, experimentei esse Burger mas ainda considero relativamente longe de um Burger convencional e todos os sentidos, porém falemos hoje de boas notícias.

A empresa totalmente vegana que produz o inovador Futuro Burguer anunciou a criação de um fundo de R$ 100 mil para ajudar os estudantes de universidades públicas que elaboram pesquisas para combater a pandemia.

Inicialmente, a verba seria investida em publicidade. Contudo, a empresa afirmou em um comunicado que “não existe futuro sem pesquisa e ciência” por isso, resolveu distribuir o valor a estudantes matriculados em programas de doutorado de universidades públicas que tenham a relação com ações contra a COVID-19.

Para quem quiser ficar em casa e aproveitar o tempo para incorporar conhecimento a Sociedade Vegetariana disponibiliza materiais gratuitos online na quarentena como forma de adicionar novos sabores e também de fazer com que as pessoas reavaliem seus conceitos durante o período de isolamento social, a Sociedade Vegetariana Brasileira disponibilizou diversas publicações sobre alimentação sem carne de forma totalmente gratuita.

Entre os materiais, é possível encontrar acessar o Guia alimentar de dietas vegetarianas para adultos, Tudo que você precisa saber sobre nutrição vegetariana, guia para bebês e crianças e o e-book Comendo o planeta – Impactos ambientais da criação e consumo de animais. Acesse: www.svb.org.br

Fundada em 2003, a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) é uma organização sem fins lucrativos que promove a alimentação vegetariana como uma escolha ética, saudável, sustentável e socialmente justa. Por meio de campanhas, programas, convênios, eventos, pesquisa e ativismo, a SVB realiza conscientização sobre os benefícios do vegetarianismo e trabalha para aumentar o acesso da população a produtos e serviços vegetarianos. Em 2018, por exemplo, foram servidas 67 milhões de refeições vegetarianas apenas como resultado de um dos programas da organização. A SVB também foi reconhecida pela Animal Charity Evaluators como uma das ONGs mais eficazes do mundo.

Outra boa notícia vem da Ecomodas que criou máscaras com criatividade e sustentabilidade. A EcoModas é um negócio de impacto focado na preservação do planeta. Além de produzir moda sustentável a partir da reciclagem e reaproveitamento de materiais, a EcoModas de Nova Friburgo também desenvolve projetos ambientais, inclusive sendo contemplada com premiações de relevância nacional.

Neste momento de caos na saúde em todo o planeta referente ao Corona Vírus, que levou toda a população mundial a se prevenir através da utilização de máscaras descartáveis, a equipe da EcoModas se atentou as questões de sustentabilidade pertinentes ao descarte das referidas máscaras que, na sua grande maioria, são produzidas a partir de materiais provenientes do petróleo e que leva centenas de anos para se decompor no meio ambiente e, em alguns casos, transformam-se em micro plásticos afetando diretamente a vida marinha. Tais máscaras são descartadas logo após o primeiro uso, vale lembrar.    

A EcoModas criou as máscaras personalizadas de tecido duplo cujas estampas trazem consigo um estilo mais ousado e divertido. Inclusive, as estampas, por serem feitas através de um processo digital e ecologicamente correto, podem ser desenvolvidas até mesmo para brindes corporativos utilizando-se de desenhos e marcas de acordo com a demanda e necessidade da empresa contratante.

O tecido utilizado na fabricação das máscaras é proveniente de uma empresa associada que colabora com as ações de sustentabilidade que a EcoModas já desenvolve na região. Tal material é proveniente do poliéster de alta qualidade. Um tecido leve, macio, resistente e que favorece a lavagem por conta do tempo curto de secagem. Com isso, as máscaras de proteção da EcoModas podem ser lavadas e higienizadas para que sejam reutilizadas rapidamente.

O design da máscara ficou por conta da Adriana Santos, diretora de criação da EcoModas, que se baseou em princípios que pudessem minimizar o tempo fabril de costura e, com isso, reduzir o consumo de energia elétrica em cada máscara.

E mais uma grande notícia que para mim é a melhor de todas é que a China retirou cães e gatos da lista de “animais para comer, afinal, comer cães e gatos em pleno século XXI é completamente inaceitável.

Recentemente, o governo chinês aumentou a lista de animais que não são considerados de consumo no país.

A partir de agora, cães e gatos estão fora da lista dos alimentos.

É um grande passo para que, futuramente, o país consiga controlar este e outros tipos de consumo evitando também doenças novas.

Além disso, foi constatado que a Natureza agradeceu nossa ausência.

Pássaros cantando a plenos pulmões, javalis andando pela cidade e golfinhos de volta às costas. Poluição diminuindo. O confinamento deu aos animais via livre enquanto os humanos têm mais tempo para observar a natureza. Nos primeiros dias de confinamento pelo coronavírus, os moradores de muitas cidades redescobriram o canto dos pássaros. Javalis foram vistos em Barcelona e um puma selvagem percorreu as ruas desertas de Santiago do Chile.

Com o declínio brutal da presença humana nas ruas, os animais selvagens urbanos “têm caminho livre para passear pelas cidades”, disse Romain Julliard, diretor de pesquisa do Museu Nacional de História Natural de Paris, à AFP. Ele cita o exemplo das raposas. Esses animais “mudam seu comportamento muito rapidamente, quando um espaço fica quieto, eles vão”, diz. Além disso, animais e pássaros que vivem em parques urbanos, como pardais, pombos e corvos, podem deixar seu território habitual e “liberar espaço para outros animais”.

Quanto aos pássaros, não é que existam mais, mas que agora eles podem ser ouvidos cantando. Alguns pássaros “param de cantar quando há barulho. Agora cantam novamente”, explica Jérôme Sueur, especialista em acústica do Museu Nacional de História Natural. O confinamento dos seres humanos coincide, para certas espécies, com o período de acasalamento. É o caso do sapo-comum e da salamandra-malhada, que “são frequentemente atropelados quando atravessam as ruas”, explica Jean-Noël Rieffel, diretor regional do Escritório Francês de Biodiversidade.

E para terminar um importante lembrete: Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações.

Essas ações podem estar em todos os setores da sociedade, desde a maneira que você descarta seu lixo, até grandes indústrias como a têxtil descobrindo tecidos e tingimentos mais naturais, passando pela escolha pessoal de ser vegana ou vegetariana.

Nunca pense que o que você faz em relação a isso é pouco, nem que seja reciclar o lixo, pois a somatória dessa ações é o que fará a diferença a médio e longo prazo.

Infelizmente somos imediatistas e vamos deixando de tomar ações por não ver um resultado tão rápido, mas é um exercício que devemos fazer como ser humanos em evolução.

Dani Mollo.

Fontes:

www.blog.veganoshoes.com.br

www.opovo.com.br

www.ecomodas.com.br

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